15
Nov 11

 

Elizabeth Loftus é uma psicóloga norte-americana, especialista em memória humana que desenvolveu uma extensa pesquisa acerca da natureza das memórias falsas.

 

Nas décadas de 80 e 90, os Estados Unidos viveram uma epidemia de "recuperação de memória" de abusos sofridos na infância, com pacientes de psicólogos e de psicoterapeutas  que recordavam subitamente terem sido vítimas de violência – geralmente, sexual – por parte de pais, professores ou outros adultos.

 

 Vários processos judiciais foram abertos pelas "lembranças" ressurgidas. O que Elizabeth Loftus tentou demonstrar foi que era possível que as memórias fossem falsas e tivessem sido criadas e implantadas na mente dos pacientes pelos próprios terapeutas.

 

Na década de 90, Loftus e Jacqueline E. Pickrell tentaram implantar uma memória específica em adultos, que hipoteticamente teria ocorrido quando tinham 5 anos de idade e que envolvia estar perdidos num shopping ou numa grande loja.

 

As autoras questionaram os 24 participantes, com idades entre os 18 e os 53 anos, para se tentarem lembrar de eventos de infância que tinham sido relatados às investigadoras por um familiar. Para cada participante foi preparada uma brochura com quatro historias, contendo três delas eventos que de facto aconteceram (foram relatadas pelos familiares) e a quarta, um acontecimento falso, construído pelas autoras sobre um possível passeio ao shopping. Foi confirmado pelos familiares que o participante nunca se tinha perdido aos cinco anos. O enredo da história “perdido no shopping” incluiu os seguintes elementos: perdido durante um período prolongado, choro, ajuda e consolo por uma mulher idosa e, finalmente, a reunião com a família.

 

Depois de ler cada história da brochura, os participantes escreveram sobre o que eles se lembravam do evento. Se eles não se lembrassem dele, eram instruídos a escrever “eu não me lembro disto”.

 

Em duas entrevistas seguidas, as investigadoras informavam os participantes acerca do seu interesse em comparar detalhadamente as suas recordações com as dos seus parentes. Os parágrafos sobre o evento não foram lidos literalmente aos participantes, em vez disso foram fornecidos excertos para sugerir a recordação. Os participantes recordaram aproximadamente 49 dos 72 eventos verdadeiros (68%) logo depois da leitura inicial da brochura e também em cada uma das duas entrevistas seguidas. Depois de lerem a brochura, sete dos 24 participantes (29%) lembraram-se tanto parcialmente como totalmente do falso evento construído para eles, e nas duas entrevistas seguidas seis participantes (25%) continuaram a afirmar que eles se lembravam do evento fictício.

 

Estatisticamente, havia algumas diferenças entre as verdadeiras e as falsas recordações: os participantes usaram mais palavras para descrever as recordações verdadeiras, e avaliaram-nas como estando um pouco mais claras do que as recordações falsas. Mas se um espectador fosse observar muitos dos participantes a descreverem um evento, seria realmente difícil para ele dizer se a história era uma recordação verdadeira ou falsa.

 

Claro que estar perdido, por mais assustador, não é o mesmo que ser molestado. Mas o estudo de “perdido no shopping” não é sobre experiências reais de estar perdido; é sobre implantar falsas memórias de estar perdido. O modelo mostra um modo de induzir falsas recordações e dá um passo em direcção ao entendimento de como isto poderia acontecer no mundo real. Além disso, o estudo fornece evidência de que as pessoas podem ser conduzidas a lembrarem-se do seu passado de modos diferentes, e elas podem até mesmo ser persuadidas a “lembrar-se” de eventos completos que nunca aconteceram.

 

Artigo de Elizabeth Loftus: Criando Memórias Falsas

publicado por psicologia às 13:44
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14
Nov 11
 

Em 1971 um grupo de psicólogos sociais, liderados por Philip Zimbardo levou a cabo uma experiência que ficou conhecida como a Experiência da Prisão de Stanford.

A experiência consistiu na simulação de uma prisão em que os papéis de guardas prisionais e de prisioneiros foram atribuídos a estudantes voluntários, com características psicológicas semelhantes e que visava estudar os efeitos psicológicos da vida numa prisão.

Previa-se uma duração de quinze dias e, segundo as regras, quem quisesse poderia abandonar a experiência a todo o momento.

Apesar das regras bem definidas e de todos os participantes saberem que se tratava de uma simulação da realidade e de um estudo científico, a verdade é que a experiência foi interrompida ao fim do sexto dia, porque os participantes começaram a viver com total entrega e intensidade os seus papéis, confundindo a representação com a realidade vivida e identificando-se com os personagens que encarnavam.

Alguns "guardas" tornaram-se especialmente violentos, abusaram da autoridade que lhes havia sido concedida e humilharam os seus "prisioneiros", deixando mesmo de cumprir as regras da "prisão".

Por seu lado, os "prisioneiros" foram-se tornando submissos, obedecendo gradualmente às ordens mais absurdas.




1. 24 homens entre 18 e 24 anos foram seleccionados e divididos em dois grupos: guardas e prisioneiros.
2. Os prisioneiros foram levados a uma esquadra real, fechados e recolhidos numa prisão construída no laboratório de psicologia
3. Lá, eles foram revistados, uniformizados e colocados em celas, onde eram vigiados e punidos pelos guardas
4. Revoltados pelo tratamento, os prisioneiros revoltam-se. Os guardas  acabam por usar a violência para acabar com a rebelião. Um dos prisioneiros dá sinais de esgotamento e tem que ser solto. Aumentam os castigos e tarefas humilhantes
5. O comportamento dos guardas torna-se cada vez mais agressivo. Três prisioneiros têm colapsos. A experiência prevista para 15 dias acaba no sexto
  Ilustrações: Edivaldo Serralheiro


"
Dentro de cada um de nós há um conformista e um totalitário, e não é preciso muito mais do que o uniforme certo para que ele venha à tona".


Link: Entrevista com Philip Zimbardo

publicado por psicologia às 18:20
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Psicólogo polaco, nascido em 1907 e falecido em 1996, que emigra para os Estados Unidos da América onde se naturaliza norte-americano.


Nesta experiência, 8 sujeitos foram colocados diante de um quadro com varias cartolinas. Cada cartolina continha do lado esquerdo um linha vertical (figura de base) e à direita três linhas verticais de comprimentos diferentes, numeradas de 1 a 3, uma das quais representava a linha de base.

 

No grupo experimental, apenas um dos sujeitos é o verdadeiro sujeito experimental, e por isso é o sujeito ingénuo, enquanto os restantes 7, são comparsas do experimentador. Cada um dos sujeitos dá a avaliação em voz alta, sendo que os comparsas dão doze respostas erradas em dezoito ensaios experimentais. Estes respondem antes do sujeito. Deste modo, o sujeito ingénuo encontra-se numa posição minoritária e, apesar de não existir qualquer tipo de pressão explícita por parte do grupo, este chega a cometer erros que atingem os 5 cm.

 

Como resultados, Asch obteve que apenas 30% dos sujeitos experimentais não se conformaram à pressão implícita pelo grupo, ou seja, um terço dos sujeitos mantiveram-se independentes o que leva a colocar a questão de quais são os factores que explicam o conformismo.

 

 

O conformismo do sujeito será aumentado se reforçarmos a dependência do indivíduo em relação ao grupo: por exemplo, se o grupo é apresentado como particularmente atraente, o indivíduo deseja integrar-se nele. No entanto, é preciso notar que, quando o sujeito está de novo sozinho, ele volta às estimativas correctas.

 

Por outro lado, se as respostas do sujeito forem confirmadas pelo experimentador, a sua confiança será reforçada, e numa nova situação experimental ele vai questionar as aptidões do grupo.

 

Conformismo:

 

O conformismo define o comportamento de um indivíduo ou de um subgrupo que é determinado pela regra de um grupo.

A pressão à conformidade supõe a existência de uma maioria e de uma minoria. A maioria é ligada a essa  regra e toda a interacção social visará a imposição de seus pontos de vista à minoria.

 

Através de um sistema de  sanções ou de valorizações, os indivíduos minoritários são levados a aceitar as regras da maioria. Há uma redução dos desvios e reforço das regras do conjunto maioritário.

 

As situações de conformismo social são encontradas sempre que o isolamento e a confrontação com novas normas provocam ansiedade. Isolado de seus quadros de referência, o indivíduo acaba adoptando os quadros de referência do novo grupo.

publicado por psicologia às 15:13
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30
Out 11
 
 
Stanley Milgram (1933 - 1984) foi um psicólogo norte-americano  graduado da Universidade de Yale que conduziu a experiência dos pequemos mundos (a fonte do conceito dos seis graus de separação) e a Experiência de Milgram sobre a obediência à autoridade.

Esta experiência tinha como objectivo o estudo das reacções individuais face a indicações concretas de outros. A obediência era medida através das acções manifestas e implicava comportamentos fonte de sofrimento para outros.

Experiência:

1 Um voluntário apresentava-se para participar na experiência, sem saber que seria avaliado na sua capacidade de obedecer a ordens. Era colocado no comando de uma falsa máquina de infligir choques;
Os sujeitos eram
encarregues num suposto papel de “professor” numa experiência sobre “aprendizagem”.
2 A máquina estava ligada ao corpo de um homem mais velho e afável, que era submetido à uma entrevista numa sala ao lado. O voluntário podia ver o homem mais velho, mas não era visto por ele;
3 O voluntário era instruído por um investigador a accionar a máquina de choques todas as vezes que a pessoa errava uma resposta. A intensidade dos choques aumentava supostamente 15 volts por cada erro cometido, desde 15 (marcado na máquina como “choque ligeiro”) até
450 volts (marcado na máquina como“perigo: choque severo”);
4 À medida que a intensidade dos choques aumentava a pessoa queixava-se cada vez mais até que se recusa a responder;
O experimentador ordena ao sujeito para continuar a administrar choques.”Você não tem alternativa, tem que continuar”;
  Ilustrações: Edivaldo Serralheiro


Mesmo vendo o sofrimento, a maior parte dos voluntários continuava obedecendo às ordens e infligindo choques cada vez maiores. A intensidade máxima, 450 v, significaria hipoteticamente matar a outra pessoa. 65% das pessoas obedeceram às ordens até o fim e deram o choque pretensamente fatal.

Variações no procedimento Milgram (1974):

  1. Proximidade da vítima:
  • Se a vítima só podia ser ouvida, 65% dos sujeitos iam até ao limite.
  • Se houvesse contacto visual a percentagem baixava. Contudo, mesmo quando os sujeitos eram eles próprios a manter a mão do aprendiz sobre uma placa metálica, 30% iam até aos 450 volts.

        2.  Proximidade da figura de autoridade:

  • Quando o experimentador dava as instruções pelo telefone só 20.5% continuavam a obedecer;

        3.  Legitimidade da autoridade:

  • Quando a experiência era conduzida num edifício normal de escritórios a obediência caiu para 48%;

        4.  Influências sociais:

  • Se estivesse presente um segundo sujeito que obedecia, a obediência chegava aos 92%. Se o outro recusava, somente 10% dos sujeitos chega aos 450V.


As opções metodológicas deste estudo levantaram alguns problemas do ponto de vista ético pois podemos questionar-nos se  seria legitimo induzir os sujeitos experimentais em erro numa questão tão delicada quanto esta. Quem efectivamente acabava por sofrer algum dano era o sujeito "agressor" que podia ficar afectado psicologicamente por ter sido levado a pensar que tinha provocado sofrimento a outra pessoa.

publicado por psicologia às 19:43
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20
Out 11
 


Albert Bandura (1925-presente) é um psicólogo canadiano, fundador da teoria cognitivo-social, e um dos principais estudiosos dos processos da aprendizagem social.

As teorias de aprendizagem social tiveram origem no comportamentalismo (behaviorismo). Partilham o princípio de que as consequências do comportamento influenciam a repetição do mesmo. Diferem no aspecto em que processos cognitivos não directamente observáveis, como expectativas, pensamentos e crenças, têm influência no
comportamento.

Bandura defende que aprendemos a observar os outros. A observação de modelos exteriores (pessoas, meios electrónicos, livros) acelera mais a aprendizagem do que se esse comportamento tivesse de ser executado pelo “aprendiz”. Também se evita receber consequências negativas.

Bandura desenvolveu observações experimentais em crianças dos 3 aos 6 anos que incidiam sobre a imitação.
Na experiência um grupo de crianças observava um filme em que adultos a gritavam e agrediam de várias formas um boneco insuflável, enquanto outro grupo (grupo de controlo) não era submetido à visualização de qualquer filme.
Bandura verificou que as crianças que tinham assistido ao filme apresentavam o dobro das respostas agressivas comparativamente ao grupo de controlo, e que inventavam novas formas de agressão que não tinham sido observadas.


A aprendizagem por observação envolve quatro elementos:

  1. Atenção. Existe uma selecção àquilo que prestamos atenção, o que é crucial para se aprender por observação. Essa selecção é feita em função das características do modelo (estatuto/prestígio, competência, valência afectiva), do observador e da actividade em si.
  2. Retenção. A informação observada é codificada, traduzida e armazenada no nosso cérebro, com uma organização em padrões, em forma de imagens e construções verbais. Deve possuir o que se designa por prática coberta (ser capaz da repetição imagética ou preposicional de procedimentos que observou ou de regras) e do que se designa de prática comportamental (ser capaz da execução repetida e sistemática dos procedimentos que observou)
  3. Reprodução. Consiste em traduzir as concepções simbólicas do comportamento armazenado na memória nas acções correspondentes. Pode haver dificuldades nessa tradução (ex. inabilidades físicas) e por isso, deve-se facilitar a execução correcta, quando se está a ensinar alguém.
  4. Motivação e os Interesses. Bandura defende que a aquisição é um processo diferente da execução. Então para que um determinado comportamento aprendido seja executado, deve-se estar motivado para fazê-lo, o que pode ser alcançado através de incentivos. Experiências demonstram que um modelo de comportamento recompensado tem mais probabilidades de ser imitado pelos observadores do que um modelo cujas consequências não eram recompensadoras ou mesmo penalizadoras.

Tal como os comportamentalistas defendem, Bandura diz que as consequências ditam em boa escala o nosso comportamento. As acções que geram consequências positivas tendem a manter-se, enquanto as que geram negativas tendem a desaparecer.

Reforços:

  1. Reforço directo em que o observador é reforçado ao reproduzir o que observou;
  2. Reforço indirecto  ou reforço vicariante a aprendizagem ocorre pela observação dos comportamentos das outras pessoas e das consequências deles decorrentes. Os resultados observados no comportamento dos outros pode modificar o nosso comportamento da mesma forma que os resultados obtidos da experiência directa;
  3. Auto-reforço em que é o sujeito que controlo os seus próprios reforços.
publicado por psicologia às 14:54
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05
Out 11
 



Harry F. Harlow (1905-1981) foi um psicólogo norte-americano que ficou conhecido pelas suas experiências sobre a privação maternal e social em macacos Rhesus, e que demonstraram a importância dos cuidados, do conforto e do amor nas primeiras etapas do desenvolvimento.

As suas experiências laboratoriais consistiram na criação de duas “mães” artificiais (imitação de uma macacos Rhesus)
, uma era feita apenas com armação de arame enquanto a outra, era também de armação de arame, porém, forrada com pano felpudo e macio.

Harlow observou que os macacos bebés preferiam claramente as “mães” mais confortáveis. Esta preferência mantinha-se independentemente de qual a mãe que fornecia o alimento. Outras observações mostraram que o que estava em causa não era só a procura de conforto.

O contacto parecia ser essencial ao estabelecimento de uma relação que transmitia segurança. Perante um estímulo gerador de medo, os macacos agarravam-se à “mãe” macia tal como o fariam a uma mãe real. Este comportamento nunca era observado com as “mães” de arame, mesmo em macacos criados só com ela.

Além disso, perante uma situação com muitos estímulos novos e na presença da “mãe” confortável, as reacções de medo e de se agarrar, rapidamente davam lugar à exploração curiosa dos objectos, com regressos periódicos à “mãe” para recuperar a segurança.

Pelo contrário, na ausência da “mãe” confortável, os macacos ficavam paralisados pelo medo e não exploravam o ambiente. Isto acontecia também na presença da “mãe” de arame, mesmo em macacos criados sempre na sua presença. Ou seja, uma “mãe” desconfortável é incapaz de transmitir segurança.

O resultado desta e de outras experiências, permitiram Harlow concluir que a variável contacto reconfortante suplementava a variável amamentação.

Harlow observou ainda que os macacos Rhesus com mães reais, demonstravam comportamentos social e sexual mais adiantados do que os criados com mães substitutas de pano, e que estes últimos apresentavam comportamentos sociais e sexuais normais se diariamente tivessem oportunidade de brincar no ambiente estimulador dos outros filhotes.

publicado por psicologia às 19:54
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04
Out 11

John Broadus Watson (1878 - 1958) foi um psicólogo norte-americano, considerado o fundador do comportamentalismo ou simplesmente behaviorismo.

Watson demonstrou a sua teoria das respostas condicionadas nos estudos experimentais realizados com o bebé Albert de 11 meses condicionando-o a ter medo de um rato branco, que ele não temia antes de ser submetido  ao  condicionamento. 

Para estabelecer a relação de medo, provocou um enorme barulho atrás da cabeça de Albert sempre que o rato lhe era mostrado. Em pouco tempo a mera visualização do rato produzia sinais de medo na criança.

 

Esse medo condicionado generalizou-se a outros estímulos similares como um coelho, uma pele branca ou a barba do pai natal.

 

Condicionamento clássico:

 

  1. Barulho (Estimulo Incondicionado) ----------> Medo (Resposta incondicionada)
  2. Rato Branco (estimulo neutro) --------------------------> Ausência de medo
  3. Barulho (e. incondicionado) + Rato branco (e. neutro) ----> Medo (R. incondicionada)
  4. Rato Branco (E. Condicionado) -----------------> Medo (R. Condicionada);

Generalização de Resposta

  1. Coelho Branco (E. Condicionado) --------------> Medo (R. Condicionada);
  2. Barba do pai natal (E. Condicionado)  ----------> Medo (R. Condicionada);

 

publicado por psicologia às 22:30
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01
Out 11

Vídeo sobre a Máquina de ensinar de Skinner

Experimente a Maquina de ensinar

Entrevista: B. F.  Skinner - Revista Veja, 1974

Entrevista: B.F. SKINNER - Revista Veja, 15 de junho de 1983

Skinner, B.F., (1975). The shaping of philogenic behavior. Journal of the Experimental Analysis of Behavior, 24, 117-120

publicado por psicologia às 20:46
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21
Set 11

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 O Condicionamento operante foi designado pelo psicólogo Burrhus Frederic Skinner. Estes vídeos documentam as experiências que o investigador desenvolveu para argumentar a sua teoria.

O condicionamento operante considera que as consequências de um comportamento podem influenciar a probabilidade de este ocorrer novamente. 

 

    Comportamento ------> Consequência

Se essa consequência for agradável, a frequência do comportamento vai aumentar (reforço).

Se a consequência for desagradável a frequência do comportamento vai diminuir (punição).

Quando uma contingência se diz positiva significa que há uma apresentação de um estímulo que pode ser agradável ou desagradável;

Quando a contingência é negativa significa que há uma remoção de um evento ou estímulo (agradável ou desagradável);

 
Daí quatro tipos de contingências operantes:
 
  1. Reforço positivo:
    1. Apresentação de um estimulo agradável após um comportamento desejado;
    2. Aumento da frequência do comportamento;
    3. Exemplo:

                     i.      Se o pombo tocar a campainha recebe alimento suplementar;

                     ii.      Se o aluno tiver boas notas recebe um elogio;

  1. Reforço negativo:
    1. Remoção (negativo) de um evento desagradável após o comportamento desejado;
    2. Aumento da frequência do comportamento;
    3. Exemplo:

                     i.      Se o rato puxar a alavanca deixa de levar choques eléctricos;

                     ii.      Se o doente tomar os comprimidos deixa de sentir dores;

  1. Punição positiva:
    1. Apresentação de uma consequência desagradável após a realização de um comportamento não desejado;
    2. Diminuição da frequência do comportamento;
    3. Exemplo:

                     i.      Se o rato sair do perímetro definido leva choque eléctrico;

                     ii.      Se a criança faz birra leva uma repreensão;

  1. Punição negativa:  
    1. Remoção de um evento agradável após a realização de um comportamento não desejado;
    2. Diminuição da frequência do comportamento;
    3. Exemplo:

                     i.      Se o pombo defecar fora do local apropriado é-lhe removida a alimentação;

                     ii.      Se criança partir um jarro deixa de poder ver televisão durante uma semana; 


 A extinção e a punição tendem a diminuir a frequência dos comportamentos. Na extinção, o comportamento tende a diminuir de frequência em função da retirada de reforços contingentes à resposta (aqueles que são responsáveis pela sua manutenção).

A técnica mais eficaz e recomendada para alterar comportamentos consiste na extinção e não na punição, pois esta última traz muitas consequências adversas.

publicado por psicologia às 18:31
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20
Ago 11

 





O condicionamento clássico (ou condicionamento pavloviano ou condicionamento respondente) é um processo que descreve a génese e a modificação de alguns comportamentos com base nos efeitos do binómio estímulo-resposta sobre o sistema nervoso central dos seres vivos. O termo condicionamento clássico encontra-se historicamente vinculado à "psicologia da aprendizagem" ou ao "comportamentalismo" (Behaviorismo) de John B. Watson, Ivan Pavlov e Burrhus Frederic Skinner.

A experiência que elucidou a existência do condicionamento clássico envolveu a salivação condicionada dos cães do fisiólogo russo Ivan Pavlov.

Num estudo sobre a acção de enzimas no estômago dos animais (que lhe dera um Prémio Nobel), interessou-se pela salivação que surgia nos cães sem a presença da comida.

Pavlov queria elucidar como os reflexos condicionados eram adquiridos.

Os cães  salivam naturalmente por comida; assim, Pavlov chamou à correlação entre o estímulo incondicionado (comida) e a resposta incondicionado (salivação) de reflexo incondicionado.

Por outro lado quando um estimulo não provoca qualquer tipo de resposta, denomina-se de estimulo neutro  (som da campainha).

A experiência de Pavlov consistiu em associar um estimulo não condicionado (comida) com a apresentação de um estimulo neutro (som de uma campainha).

Após a repetição desta associação de estímulos verificou  que o  cão aprendeu a salivar perante o estimulo que antes não provocava qualquer resposta (neutro) mesmo na ausência do estimulo incondicionado (comida).

Assim este comportamento  seria denominado de  resposta condicionada  (aprendida).

  1. Som da campainha (E. neutro)-----> ausência de resposta;
  2. Comida (E. incondicionado) -----> Salivação (R. incondicionada); (reflexo Incondicionado)
  3. Som da Campainha (E. Neutro) +  Comida (E. Incondicionado)  ---->  Salivação (Resposta incondicionda);
  4. ...
  5. ...
  6. ...
  7. Som  da campainha (E. Condicionado) -----> Salivação (Resposta Condicionada);
publicado por psicologia às 19:43
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